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Este blog nasce para viver a sudoeste. A olhar o mar com a nostalgia de quem nunca teve a coragem de ultrapassar o sossego deste areal efémero. Será sobretudo um espaço que se irá preenchendo com as palavras, os sons, as imagens e os gestos dos amigos destes dias de incerteza e com a memória dos que para mim permanecem vivos em muito do que sonho e penso.
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Ainda Woodstock e a grande Joan Baez com uma canção que faz parte da história da defesa dos direitos civis e da luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos da América do Norte e se tornou símbolo de esperança e resistência em todo o mundo.
Aqui mesmo, em Portugal, nos tempos do silêncio obrigatório e da liberdade asfixiada, muitos a cantaram em dias e noites de sonhos no futuro.
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2006 - Posto de Turismo de Mangualde; Biblioteca Municipal de Portalegre; Biblioteca Municipal de Mangualde; Biblioteca Municipal de Aguiar da Beira; Centro Cultural Municipal de Bragança; Sala do Governador na Fortaleza, Peniche; Galeria
da Biblioteca Municipal de Leiria; Termas de Monfortinho; Museu Municipal de
Vouzela.2005 - Museu Etnográfico da Praia de Mira; Cine-Teatro Caracas e Art'em Cadeia, em Oliveira de Azemeis; Museu Marítimo de Ílhavo.
2004 - Casa Municipal da Cultura de Seia; Casa da Cultura de Mora; Cine-Teatro
Caracas, Oliveira de Azemeis; Posto de Turismo em Constância; Centro Cultural da Torreira.2003 - Museu Marítimo de Ílhavo; Centro Cultural da Torreira; Teatro Aveirense

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Embora um pouco fora dos objectivos deste blog, não resisto a deixar-vos uma gravação de 1966 dos eternos The Rolling Stones que uma velha amiga acabou de me enviar (as legendas não serão as melhores, penso eu, mas isso pouco interessa neste caso...) :
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Participaram:
Conjunto musical “Jota 4 + 1”:
1. - Vasco Bilelo ......................................órgão
2. - João da Madalena ……….................viola baixo
3. - João Aníbal Ramalheira ................ bateria
4. - Paulo ................................................ viola ritmo
5. - Mário da Madalena ........................ viola solo
Conjunto “Nova Dimensão” (de Aveiro)
Canções por:
1. – Manuel Freire
2. – Jacinto Grilo
3. – Luísa
4. – Vítor Menício
5. – Maria da Luz
6. – José Paulo Vieira da Silva
7. – Guilhermino Ramalheira
8. – Vítor Lourenço Marques
9. – Cila
10. – A. Vieira da Silva
Jograis:
1. – João Teles
2. – João Coelho
3. – Ângelo
4. – José Paulo Vieira da Silva
Poesia dita por:
- Henedina Martins
Tangos por:
1. – João da Madalena (Pai) ................... violino
2. – Carlos da Branca ............................... violino
3. – Frederico Silva .................................. violino
4. – Vasco Bilelo ........................................ acordeão
5. – João da Madalena ……….................... viola
6. – Mário da Madalena ........................... viola
7. – João Aníbal Ramalheira .................... bateria
Representação de personagens:
1. – João Carlos Catarino ..... empregado da ‘TAS ‘KA MOSKA
2. – João Teles ...................... gerente da ‘TAS ‘KA MOSKA
Apresentação do espectáculo:
- Manuel Teles
Contra-regra:
- A.Vieira da Silva
Autoria de textos:
- Eng. Cachim ( “A visita de um turista a Ílhavo” lido por Manuel Teles)
- A.Vieira da Silva
Luz do espectáculo:
- Francisco Oliveira
Trabalharam nos bastidores, entre outros:
Odete Lopes Ferreira
António Rosalino
Francisco Teles
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E em 11 de Janeiro de 1974 ...

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Decidi arriscar-me e abrir a pequenez deste "blog" ao mar sem sossego do sempre inquieto Senos da Fonseca. Será apenas uma brevíssima referência feita sobretudo da imagem que dele tenho, desde há muitos anos, de eternamente insatisfeito combatente por causas de democracia e liberdade.
Navegador incansável de viagens intermináveis, com rumos nem sempre perceptíveis ao comum dos homens de terra, como muitos de nós, sempre assim o conheci sem exactamente o conhecer nas limitações que me reconheço ... ( Já o imagino a sorrir, com a ironia fácil de quem sofre a imensa sede de futuro, e a dizer num sussurro mal contido: este agora deu em pensar que também é poeta).
Eu sei que isto é quase nada, mas tenho a certeza que cada um dos leitores deste esboço não vai resistir e vai sair à procura das palavras e das imagens que já se pressentem para lá destes endereços de blogs e títulos de livros.
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Desde Janeiro de 2004 que se tem dedicado à construção de diversos "blogs"
dos quais se destacam:
http://www.wwwlampada.blogspot.com/;
http://terralampada.blogspot.com/;
http://www.nauportugal.blogspot.com/;
http://www.200anosdacosta-nova.blogspot.com/
por onde poderemos entrar a partir do novo cais com o endereço:
Entre palavras muitas vezes carregadas de ironia e de amargura, tem procurado manter acesa a velha ideia de fazer deste seu Ílhavo a Terra dos sonhos de que teima em não desistir. Polémico como insistentemente sabe ser, não se deixa calar nem pela força dos ventos mais ou menos nocturnos, nem pelo cantar cinzento das ondas das marés, aparentemente vivas, com que, ao longo dos anos, o têm tentado desviar da persistente viagem rumo ao porto que um dia imaginou e onde quer teimosamente ancorar.
"Alimento-me desta inquietação. Se for derrotado a meio da subida da montanha, é lá que fico: nunca cá em baixo a olhar para a montanha, a pensar que a mesma é inacessível. Nem que seja a acalentar a fantasia, quando descorçoo da realidade. " (págs. 20/21 do vol. V da "Terra daLâmpada").
Em 2005 publicou "Nas Rotas dos bacalhaus do Séc. IX ao Séc. XVI"



(excerto do Prefácio)
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Nas breves referências que fiz anteriormente a João Aníbal Ramalheira, recordei alguns jovens amigos (de que haverei de falar com mais pormenor um dia destes) que participaram em diversos espectáculos como conjunto musical J4 e J4+1.
Para eles, e para todos os que com eles cantaram a favor da então Obra da Criança (dirigida por Dra. Maria José Senos Fonseca, Sr. José Celestino e Capitão José Vaz),
e também para todos os que, tanto no palco como nos bastidores do antigo Atlântico Cine-Teatro, souberam dar a a alegria e a magia que nos faziam continuar a acreditar no futuro, aproveito para deixar aqui, em jeito de homenagem simples e de saudade, um breve apontamento dos alinhamentos dos programas de
2 de Janeiro de 1973 e de 11 de Janeiro de 1974
e um vídeo "retirado" do "Youtube" com uma versão de uma das canções com que se concluiu um desses espectáculos (de cuja data já não me recordo).
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Espectáculos de variedades a favor da “Obra da Criança” :
2 de Janeiro de 1973 - Atlântico Cine-Teatro - Ílhavo
Conjunto musical “Jota 4”:
1. - Vasco Bilelo ...................................................órgão
2. - João da Madalena ........................................viola baixo
3. - João Aníbal Ramalheira ............................. bateria
4. - Paulo ............................................................ viola ritmo
Canções por:
1. – Rosa Teresa Picado
2. – José Manuel
3. – Vítor Menício
4. – Maria Teresa Santos
5. – José Paulo Vieira da Silva
6. – Vítor Lourenço Marques
7. – A. Vieira da Silva
Grupo coral:
1. – Odete Lopes Ferreira
2. – Celeste Lopes Ferreira
3. – Dora
4. – Margarida
5. – João Teles
6. – António Rosalino
7. – João José Oliveira
8. – José Paulo Vieira da Silva
Uma canção satírica (piada local) interpretada por:
João Teles
Tangos:
1. – João da Madalena (Pai) .......................... violino
2. – Carlos da Branca ............................. violino
3. – Frederico Silva ................................ violino
4. – Vasco Bilelo ...................................... acordeão
5. – João da Madalena ............................ viola
6. – João Aníbal Ramalheira .................. bateria
Imitações e intervenções diversas por:
Vidal Ribeiro
Textos e contra-regra:
A.Vieira da Silva
Luz do espectáculo:
Francisco Oliveira
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11 de Janeiro de 1974 - Atlântico Cine-Teatro - Ílhavo
Conjunto musical :
1. – Vasco Bilelo
2. – João da Madalena
3. – João Manuel da Madalena
4. – João Aníbal Ramalheira
5. – Luís de Pina
Canções por:
1. – Guilhermino Ramalheira
2. – Eduarda Maria
3. – Arnaldo Carvalho
4. – Vítor Menício
5. – Silvina Maria
6. – Manuel Vieira Ramos
7. – Maria da Luz
8. – Vítor Lourenço Marques
Coros:
1. – João Teles
2. – Rosa Maria
3. – Berta
4. – João Coelho
5. – Odete Carrancho
6. – Arminda Ré
7. – Isa
8. – Eneida Campanhã
9. – Celeste Lopes Ferreira
10. – Dora
11. – Odete Lopes Ferreira
12. – João Mário
13. – Adelaide
Tangos:
1. – João da Madalena (Pai) .............................. violino
2. – Frederico da Silva ....................................... violino
3. – Vasco Bilelo ................................................... acordeão
4. – João da Madalena ....................................... viola
5. – João Manuel da Madalena .......................... viola
6. – João Aníbal Ramalheira .............................. bateria
Imitações:
Vidal Ribeiro
Representação de personagens:
João Teles
Vidal Ribeiro
A.Vieira da Silva
Apresentação do espectáculo:
A.Vieira da Silva
José Paulo Vieira da Silva
Textos e contra-regra:
A.Vieira da Silva
Música de canções originais:
João Manuel da Madalena
A.Vieira da Silva
Som de cabine:
João Cordeiro
Luz do espectáculo:
Francisco Oliveira
Colaboração de:
1. – Publicidade Vouga
2. – Empresa Proprietária do Atlântico Cine-Teatro
3. – Metalurgia Casal
4. – Produções FRA (Coimbra)
5. – Ateneu de Coimbra
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E aqui fica a canção que acabámos todos a cantar "... let the sunshine in ... "
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( João Graça, Vasco Bilelo, José Paulo, João David, Jorge Bizarro, João de Oliveira, Paulo Nordeste, João Cândido Agra, António Marques Silva, Rui Santos, J. Aníbal e Manuel Machado)







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Em 1995 iniciou a atribuição dos "Lemes do Ano" com o objectivo de homenagear diversas personalidades ou entidades que em cada ano se tenham distinguido em diversas áreas. Os primeiros "Lemes", referentes ao ano de 1994, foram entergues a: Jornal "O Ilhavense" (Leme da Cultura) e Professor Carlos Cabral (Leme do Desporto).
Através da Secção Cultural da ACD "Os Ílhavos" editou os livros de "Da minha Terra e do seu Povo" de Quintino Teles, "Cravos com espinhos" de Geraldo Alves, "Os espelhos da Água" de Augusto Nunes e "Vista Alegre, a minha terra" de João Esteves de Almeida.







Este pequeno vídeo feito artesanalmente por mim (com muitos defeitos) é apenas uma nota breve de homenagem ao João Balseiro. Além das fotografias (do André Neto, do Carlos Alberto Rocha e do Carlos Duarte e minhas), utilizei como banda sonora um fragmento do programa "Porque hoje é sábado" transmitido no dia 15 de Fevereiro de 2003 na Rádio Terra Nova.
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O meu Amigo Torrão Sacramento é Jornalista
e Director do Jornal "O Ilhavense" desde 1997.
Vale a pena reencontrá-lo todos os meses nas sucessivas edições daquele Jornal (dias 1, 10 e 20), através da leitura atenta dos seus Editoriais e dos textos de opinião de autores de diversos estilos e quadrantes. E aproveitar para verificar o cuidado com que nos transmite as notícias que reflectem, tão correctamente quanto possível, o que se vai passando a nível concelhio, regional e nacional.
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(Diário de Aveiro de 28/02/2008)
(O Ilhavense de 20/02/2008
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... nem sempre temos a capacidade de reconhecer a verdadeira dimensão de quem partilha connosco as mesmas ruas da mesma cidade.
Talvez o problema se resuma à existência de um exagerado número de casos de miopia e a um cada vez mais evidente processo de envelhecimento precoce que nos vai trazendo a inevitável diminuição da vulgarmente chamada "visão ao perto".
Paradoxalmente (ou talvez não), é muitas vezes a distância que nos faz redescobrir a riqueza da realidade que sempre desvalorizámos.
Parabéns Ana Maria.
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Conheço a Ana Maria desde a nossa juventude, mas nunca consegui ultrapassar os limites da minha timidez e falar-lhe da profunda admiração que sempre tive por ela.
Oxalá a breve referência à sua obra neste modestíssimo blog possa contribuir para sublinhar o valor desta ilhavenese junto de todos os que ainda não a tenham reconhecido na sua dimensão de mulher dedicada à Cultura.

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(notas biográficas incluídas no seu livro Vista Alegre - A minha terra)
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revérberos de melancolia
que em noites de calmaria
dão à poesia
o tom das aguarelas...
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(Carlos Duarte numa fotografia de Carlos Alberto Rocha)
O meu amigo Carlos Duarte tem, ainda hoje, apesar muitos anos de amor por Ílhavo (onde vive), aquele jeito romântico de quem nasce na cidade de Coimbra à beira do Mondego eterno. E talvez por isso mesmo nunca tenha renunciado a uma velha paixão sempre publicamente assumida: a de nos mostrar o seu (e muitas vezes nosso) quotidiano através da subjectividade da sua objectiva fotográfica...
Da introdução escrita pelo próprio Carlos Duarte, atrevo-me a recortar estes breves excertos:
"...
Fotografar para mim sempre foi e continua a ser uma forma de comunicar e dar a conhecer aos outros o que se passa, muitas vezes mesmo ao nosso lado e que muitos teimam em não ver e outros não conseguem visualizar.
...
Este livro é a forma que tenho em mostrar uma pequena parte da minha história , deste país e de Ílhavo. Não pretendo que seja um livro de "fotografia", mas um livro de fotografias, tendo muitas sido "companhia" de textos em vários jornais e outras ilustraram revistas e livros.
... "

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