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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Rui Monteiro, a magia da cor e da perspectiva
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terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Costa-Nova-do-Prado 200 Anos de História e Tradição
No passado dia 19 de Agosto de 2009, na Calçada Arrais Ançã da Costa-Nova-do-Prado, Senos da Fonseca lançou o seu mais recente livro com o título "Costa-Nova-do-Prado 200 Anos e História e Tradição". O livro, cujo produto da venda reverteu a favor do CASCI (Centro de Acção Social do Concelho de Ílhavo), tem fotografias e tratamento de fotografias (suas e de outros autores) de Rui Bela.
Sem qualquer pretensão de fazer neste espaço a análise deste novo livro, apenas vos quero convidar a ler e a ver esta obra para que possam sentir toda a beleza das suas imagens e das suas palavras.
O autor, em jeito de introdução, dirige-se ao leitor, "avisando-o" das sua intenções:
"... Pretendi sublinhar, acima de tudo, que sem a Costa-Nova "nós" não seríamos o que somos, ainda que já não sejamos, hoje, nem de perto nem de longe, o que já fomos, tal a perda de identidade consumada, provocada ou circunstancial, intencional ou não, pouco importa, agora e aqui, equacionar. A Costa-Nova, ela também, já não é o que era, fadada hoje para se mostrar mais para a fotografia, do que a alimentar-se da intimidade das suas gentes."
...
"Rebobinei, assim, o tempo. Desde o momento que abicado à praia, o Luís "da Bernarda" sentenciou: "e aqui vai ser a costa nova da fartura prometida" até ao dia em que surripiaram a ria, levando-a para longe, escondendo-a do olhar do passante"
Senos da Fonseca leva-nos, ao longo das páginas deste seu livro, a percorrer a história da Costa Nova desde a abertura da Barra que dificultou a "travessia dos pescadores e do restante pessoal das artes" do Forte Novo para a outra banda onde se encontrava a "costa velha" de S. Jacinto. Com a vivacidade colorida da sua linguagem, o autor vai-nos conduzindo através de diversos capítulos em que a realidade nos surge como uma aventura de pessoas que foram crescendo e trabalhando, entre a ria e o mar, sem esquecer de nos transmitir o ambiente que se foi progressivamente alterando ao longo dos anos, desde o inicio do século XIX.
Palavras e imagens que não se limitam a descrições e apresentação de dados informativos, mas nos levam ao encontro daquelas pessoas concretas, transformadas em personagens vivas de uma viagem de ficção que, paradoxalmente, nos faz reconhecer a realidade dos factos no dia-a dia das diferentes épocas da vida da Costa Nova.
Na contra-capa um poema de Senos da Fonseca com a cópia de um quadro de João Carlos Celestino Gomes:
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terça-feira, 8 de Setembro de 2009
"Sentimentos perpétuos" de Vasco Bilelo
Convido-vos a ouvir :
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sábado, 5 de Setembro de 2009
Vasco Bilelo, a paixão da música



Neste CD Vasco Bilelo, com a delicadeza de quem parece afagar as teclas do seu piano, interpreta, entre outras,
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sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
johnwaynes - libertango
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quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
We shall overcome
Ainda Woodstock e a grande Joan Baez com uma canção que faz parte da história da defesa dos direitos civis e da luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos da América do Norte e se tornou símbolo de esperança e resistência em todo o mundo.
Aqui mesmo, em Portugal, nos tempos do silêncio obrigatório e da liberdade asfixiada, muitos a cantaram em dias e noites de sonhos no futuro.
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segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
pausa para recordar Woodstock
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sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
Wallace Collection
A canção "Daydream" surgiu em 1969 (há já 40 anos!). Penso que saberá bem ouvi-la enquanto vão navegando ao longo do blog.
Aí estão os Wallace Collection no programa da TV francesa "Tous en scène" em 5 de Setembro de 1969 (de acordo com informação registas no Youtube):
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quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Casimiro Madail, o jogo de luz e sombra

Participou em diversas exposições colectivas e realizou várias exposições individuais:
2008 - Biblioteca Municipal de Ílhavo
Municipal da Cultura, Mêda; Diana Bar (Biblioteca), Póvoa de Varzim.
2006 - Posto de Turismo de Mangualde; Biblioteca Municipal de Portalegre; Biblioteca Municipal de Mangualde; Biblioteca Municipal de Aguiar da Beira; Centro Cultural Municipal de Bragança; Sala do Governador na Fortaleza, Peniche; Galeria
da Biblioteca Municipal de Leiria; Termas de Monfortinho; Museu Municipal de
Vouzela.2005 - Museu Etnográfico da Praia de Mira; Cine-Teatro Caracas e Art'em Cadeia, em Oliveira de Azemeis; Museu Marítimo de Ílhavo.
2004 - Casa Municipal da Cultura de Seia; Casa da Cultura de Mora; Cine-Teatro
Caracas, Oliveira de Azemeis; Posto de Turismo em Constância; Centro Cultural da Torreira.2003 - Museu Marítimo de Ílhavo; Centro Cultural da Torreira; Teatro Aveirense

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quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
De novo Carlos Duarte

Não vou repetir o que disse neste mesmo blog em 15 de Janeiro de 2008 (como podem rever...). Apenas quero deixar-vos mais umas fotografias de Carlos Duarte, aproveitando o facto de ter aberto ontem uma Exposição na Residencial Azevedo, na Costa Nova, que pode ser apreciada até 30 de Setembro.

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domingo, 2 de Agosto de 2009
Viriato Teles, entre Ílhavo e Lisboa
Conhecemo-nos há muitos anos quando andávamos entretidos com o sonho de um dia acordar num país de liberdade.
Sei que ainda hoje sonha, apesar das palavras que por vezes vão reflectindo tristezas e angústias.



______________________
Em 1998 publicou, numa edição da Estante Editora, o livro de poemas "MARGEM PARA DÚVIDAS".

Deste livro deixo-vos um poema de 1985:
BILHETE PARA GERALDO ALVES MEU AMIGO E POETA
"Ainda sei beijar.
________________________________________
Dos livros publicados, deixo-vos outros títulos:

Da introdução que escreveu neste livro transcrevo um breve excerto:
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quarta-feira, 30 de Julho de 2008
I can't get no satisfaction
Embora um pouco fora dos objectivos deste blog, não resisto a deixar-vos uma gravação de 1966 dos eternos The Rolling Stones que uma velha amiga acabou de me enviar (as legendas não serão as melhores, penso eu, mas isso pouco interessa neste caso...) :
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terça-feira, 24 de Junho de 2008
...Ainda os espectáculos a favor da Obra da Criança
_______________________________
Espectáculo de variedades a favor da “Obra da Criança”
21 de Maio de 1972
Centro Paroquial de Ílhavo
____________________
Participaram:
- Vasco Bilelo .............................órgão
- Peixoto ................................... bateria
- Paulo ....................................... viola ritmo
- José Paulo Vieira da Silva...... apresentação, jograis, canções
- João José Oliveira .................. apresentação, jograis
- João Carlos Catarino .............. jograis
- Cila ........................................... canções, modelos femininos
- Luísa ........................................ canções
- João Coelho ............................. modelos masculinos
- João Teles ............................... jograis, modelos masculinos
- Amadeu .................................. modelos masculinos
- Ângelo ................................ .... modelos masculinos
- Zélia ........................................ modelos femininos
- Ana Menezes ......................... modelos femininos
- Francisco Oliveira ................. luz
- Aníbal ..................................... pano, luz
- David ...................................... canções
- Jacinto Grilo ........... .............. apresentação, canções, modelos masculinos
- Henedina Martins ....... ......... poesia
- A. Vieira da Silva .................. contra-regra, canções
Aparelhagem de som emprestada pela firma “Casal” e pelo conjunto musical “Escape”.
______________________
Espectáculo de variedades a favor da “Obra da Criança”
26 de Agosto de 1972
Cine-Teatro - Costa Nova do Prado
__________________
Participaram:
Conjunto musical “Jota 4”:
1. - Vasco Bilelo ..................................órgão
2. - João da Madalena ……….............viola baixo
3. - João Aníbal Ramalheira ............ bateria
4. - Paulo ............................................ viola ritmo
-Vieira da Silva........................ jograis, canções
- João José Oliveira ............... jograis
- João Carlos Catarino ........... jograis
- Cila ......................................... canções
- Luísa ..................................... canções
- João Teles ........ jograis,
- Francisco Oliveira .................. luz
- Jacinto Grilo ........................... canções
- Henedina Martins ................. poesia
- A. Vieira da Silva ................... contra-regra, canções
- Vítor Almeida ........................ canções
- Adélia Cruz ............................. fados
- Carlos da Branca ................... violino
- João da Madalena (Pai) ........ violino
- Manuela da Branca ............... acordeão
- Anabela Gomes ..................... fados
- Mário de Sousa ..................... guitarra portuguesa
- Hernâni Pais .......................... viola
- Manuel Teles ........................ apresentação do espectáculo
Aparelhagem de som emprestada pela firma “Casal” e pelo conjunto musical “Escape”.
________________________________
Espectáculo de variedades a favor da “Obra da Criança”
7 de Setembro de 1972
Centro Paroquial de Ílhavo
________________________
Participaram:
Conjunto musical “Jota 4 + 1”:
1. - Vasco Bilelo ......................................órgão
2. - João da Madalena ……….................viola baixo
3. - João Aníbal Ramalheira ................ bateria
4. - Paulo ................................................ viola ritmo
5. - Mário da Madalena ........................ viola solo
Conjunto “Nova Dimensão” (de Aveiro)
Canções por:
1. – Manuel Freire
2. – Jacinto Grilo
3. – Luísa
4. – Vítor Menício
5. – Maria da Luz
6. – José Paulo Vieira da Silva
7. – Guilhermino Ramalheira
8. – Vítor Lourenço Marques
9. – Cila
10. – A. Vieira da Silva
Jograis:
1. – João Teles
2. – João Coelho
3. – Ângelo
4. – José Paulo Vieira da Silva
Poesia dita por:
- Henedina Martins
Tangos por:
1. – João da Madalena (Pai) ................... violino
2. – Carlos da Branca ............................... violino
3. – Frederico Silva .................................. violino
4. – Vasco Bilelo ........................................ acordeão
5. – João da Madalena ……….................... viola
6. – Mário da Madalena ........................... viola
7. – João Aníbal Ramalheira .................... bateria
Representação de personagens:
1. – João Carlos Catarino ..... empregado da ‘TAS ‘KA MOSKA
2. – João Teles ...................... gerente da ‘TAS ‘KA MOSKA
Apresentação do espectáculo:
- Manuel Teles
Contra-regra:
- A.Vieira da Silva
Autoria de textos:
- Eng. Cachim ( “A visita de um turista a Ílhavo” lido por Manuel Teles)
- A.Vieira da Silva
Luz do espectáculo:
- Francisco Oliveira
Trabalharam nos bastidores, entre outros:
Odete Lopes Ferreira
António Rosalino
Francisco Teles
_______________________
E em 11 de Janeiro de 1974 ...

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sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Senos da Fonseca, a rebeldia da insatisfação

Decidi arriscar-me e abrir a pequenez deste "blog" ao mar sem sossego do sempre inquieto Senos da Fonseca. Será apenas uma brevíssima referência feita sobretudo da imagem que dele tenho, desde há muitos anos, de eternamente insatisfeito combatente por causas de democracia e liberdade.
Navegador incansável de viagens intermináveis, com rumos nem sempre perceptíveis ao comum dos homens de terra, como muitos de nós, sempre assim o conheci sem exactamente o conhecer nas limitações que me reconheço ... ( Já o imagino a sorrir, com a ironia fácil de quem sofre a imensa sede de futuro, e a dizer num sussurro mal contido: este agora deu em pensar que também é poeta).
Eu sei que isto é quase nada, mas tenho a certeza que cada um dos leitores deste esboço não vai resistir e vai sair à procura das palavras e das imagens que já se pressentem para lá destes endereços de blogs e títulos de livros.
__________________
Graus Académicos - Curso de Engenharia Mecânica da U. P.
- Engenheiro Maquinista Naval
Publicações Editadas:
Artigos Profissionais (vários)
"Ílhavo Ensaio Monográfico Séc X – Séc XX"
"Filinto Elísio"
"Guilhermino Ramalheira - O Discurso da Paixão"
"Alexandre da Conceição - Poeta da Terra Absurda"
"Foi uma réplica Ilhavense ao conhecido Zip-Zip! O primeiro programa realizou-se no Salão Paroquial em 15 de Novembro de 1969 pelas 21.45 H. Era organizado por um grupo de jovens Ilhavenses e pelo Illiabum Clube. Senos da Fonseca, Vítor Menício e Manuel Teles, encarregavam-se das entrevistas e a parte musical estava a cargo do conjunto J4 (João Paulo, João Madalena, João Aníbal e João Nunes Madalena). A parte humorística era redigida por um trio responsável por muitos espectáculos realizados na altura: João Madalena, Guilhermino Ramalheira e Vitor Menício. Passaram pelo Vip-Vip, José da Velha, Vieira da Silva, António Serrão, Vítor Barateiro, João Marques Ramalheira, Paulo Lemos, Maria Filomena (padeira de Vale de Ílhavo), José Vidal, Frederico de Moura, Bélinha e Manuel José Craveiro e outros. As receitas obtidas eram destinadas a Instituições como a Casa da Criança, Museu de Ílhavo, etc..Pensamos que só foram realizadas três sessões, em virtude de uma queixa anónima apresentada à Direcção Geral dos Espectáculos. O êxito obtido pelo Vip-Vip começou a retirar público aos outros espectáculos e tudo ficou por aqui."
O Diário de Lisboa de 17 de Novembro de 1969

______________
Fez parte da Comissão Nacional do 3º. Congresso da Oposição Democrática que se realizou em Aveiro de 4 a 8 de Abril de 1973 :

___________________
Desde Janeiro de 2004 que se tem dedicado à construção de diversos "blogs"
dos quais se destacam:
http://www.wwwlampada.blogspot.com/;
http://terralampada.blogspot.com/;
http://www.nauportugal.blogspot.com/;
http://www.200anosdacosta-nova.blogspot.com/
por onde poderemos entrar a partir do novo cais com o endereço:
Entre palavras muitas vezes carregadas de ironia e de amargura, tem procurado manter acesa a velha ideia de fazer deste seu Ílhavo a Terra dos sonhos de que teima em não desistir. Polémico como insistentemente sabe ser, não se deixa calar nem pela força dos ventos mais ou menos nocturnos, nem pelo cantar cinzento das ondas das marés, aparentemente vivas, com que, ao longo dos anos, o têm tentado desviar da persistente viagem rumo ao porto que um dia imaginou e onde quer teimosamente ancorar.
"Alimento-me desta inquietação. Se for derrotado a meio da subida da montanha, é lá que fico: nunca cá em baixo a olhar para a montanha, a pensar que a mesma é inacessível. Nem que seja a acalentar a fantasia, quando descorçoo da realidade. " (págs. 20/21 do vol. V da "Terra daLâmpada").
Em 2005 publicou "Nas Rotas dos bacalhaus do Séc. IX ao Séc. XVI"

Melhor do que tentar convidar-vos (para quem ainda não o conhece) a viajar pelo livro de Senos da Fonseca, vivendo a aventura em que consegue transformar esta "rota dos bacalhaus",
será deixar aqui as palavras que o Autor dirige ao leitor na "Introdução":


________________
"ÍLHAVO - ENSAIO MONOGRÁFICO DO SÉC. X AO SÉC. XX"
(excerto do Prefácio)
Não sendo este despretensioso "blog" qualquer espaço de especialidade de qualquer área, não seria, naturalmente de esperar, que eu (que para tal nem sequer tenho as necessárias competências) aqui viesse fazer qualquer tentativa de análise ou crítica da obra "ÍLHAVO, Ensaio Monográfico do Séc. X ao Séc. XX".
Mas penso que posso afirmar, sem receio de cometer qualquer erro por exagero, que nunca mais se poderá realizar qualquer estudo sobre as Terras e as Gentes de Ílhavo sem consultar obrigatoriamente este trabalho de investigação, que o Senos da Fonseca conseguiu transformar num volume de factos e de imagens, em que se sente a paixão pelo conhecimento do que fomos para melhor compreender o que somos, e descobrirmos os caminhos mais adequados para construirmos um futuro que nos liberte, sem nos atraiçoar a riqueza da seiva que nos invadiu desde as raízes.
Do "Prefácio" escrito pelo próprio Senos da Fonseca atrevo-me a transcrever:
"... Não sei se as novas gerações vão procurar o futuro baseando-se numa identidade que veio de trás, de muito longe. Quero acreditar que sim... À cautela, deixo-lhes o meu testemunho do que fomos, não para que acreditem, mas para que o discutam. "
para que esta terra não seja só lugar de estar, mas de ser. "
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terça-feira, 3 de Junho de 2008
LET THE SUNSHINE IN
Nas breves referências que fiz anteriormente a João Aníbal Ramalheira, recordei alguns jovens amigos (de que haverei de falar com mais pormenor um dia destes) que participaram em diversos espectáculos como conjunto musical J4 e J4+1.
Para eles, e para todos os que com eles cantaram a favor da então Obra da Criança (dirigida por Dra. Maria José Senos Fonseca, Sr. José Celestino e Capitão José Vaz),
e também para todos os que, tanto no palco como nos bastidores do antigo Atlântico Cine-Teatro, souberam dar a a alegria e a magia que nos faziam continuar a acreditar no futuro, aproveito para deixar aqui, em jeito de homenagem simples e de saudade, um breve apontamento dos alinhamentos dos programas de
2 de Janeiro de 1973 e de 11 de Janeiro de 1974
e um vídeo "retirado" do "Youtube" com uma versão de uma das canções com que se concluiu um desses espectáculos (de cuja data já não me recordo).
___________________
Espectáculos de variedades a favor da “Obra da Criança” :
2 de Janeiro de 1973 - Atlântico Cine-Teatro - Ílhavo
Conjunto musical “Jota 4”:
1. - Vasco Bilelo ...................................................órgão
2. - João da Madalena ........................................viola baixo
3. - João Aníbal Ramalheira ............................. bateria
4. - Paulo ............................................................ viola ritmo
Canções por:
1. – Rosa Teresa Picado
2. – José Manuel
3. – Vítor Menício
4. – Maria Teresa Santos
5. – José Paulo Vieira da Silva
6. – Vítor Lourenço Marques
7. – A. Vieira da Silva
Grupo coral:
1. – Odete Lopes Ferreira
2. – Celeste Lopes Ferreira
3. – Dora
4. – Margarida
5. – João Teles
6. – António Rosalino
7. – João José Oliveira
8. – José Paulo Vieira da Silva
Uma canção satírica (piada local) interpretada por:
João Teles
Tangos:
1. – João da Madalena (Pai) .......................... violino
2. – Carlos da Branca ............................. violino
3. – Frederico Silva ................................ violino
4. – Vasco Bilelo ...................................... acordeão
5. – João da Madalena ............................ viola
6. – João Aníbal Ramalheira .................. bateria
Imitações e intervenções diversas por:
Vidal Ribeiro
Textos e contra-regra:
A.Vieira da Silva
Luz do espectáculo:
Francisco Oliveira
________________________________________________
11 de Janeiro de 1974 - Atlântico Cine-Teatro - Ílhavo
Conjunto musical :
1. – Vasco Bilelo
2. – João da Madalena
3. – João Manuel da Madalena
4. – João Aníbal Ramalheira
5. – Luís de Pina
Canções por:
1. – Guilhermino Ramalheira
2. – Eduarda Maria
3. – Arnaldo Carvalho
4. – Vítor Menício
5. – Silvina Maria
6. – Manuel Vieira Ramos
7. – Maria da Luz
8. – Vítor Lourenço Marques
Coros:
1. – João Teles
2. – Rosa Maria
3. – Berta
4. – João Coelho
5. – Odete Carrancho
6. – Arminda Ré
7. – Isa
8. – Eneida Campanhã
9. – Celeste Lopes Ferreira
10. – Dora
11. – Odete Lopes Ferreira
12. – João Mário
13. – Adelaide
Tangos:
1. – João da Madalena (Pai) .............................. violino
2. – Frederico da Silva ....................................... violino
3. – Vasco Bilelo ................................................... acordeão
4. – João da Madalena ....................................... viola
5. – João Manuel da Madalena .......................... viola
6. – João Aníbal Ramalheira .............................. bateria
Imitações:
Vidal Ribeiro
Representação de personagens:
João Teles
Vidal Ribeiro
A.Vieira da Silva
Apresentação do espectáculo:
A.Vieira da Silva
José Paulo Vieira da Silva
Textos e contra-regra:
A.Vieira da Silva
Música de canções originais:
João Manuel da Madalena
A.Vieira da Silva
Som de cabine:
João Cordeiro
Luz do espectáculo:
Francisco Oliveira
Colaboração de:
1. – Publicidade Vouga
2. – Empresa Proprietária do Atlântico Cine-Teatro
3. – Metalurgia Casal
4. – Produções FRA (Coimbra)
5. – Ateneu de Coimbra
_________________________
E aqui fica a canção que acabámos todos a cantar "... let the sunshine in ... "
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domingo, 1 de Junho de 2008
João Aníbal Ramalheira, a memória para o futuro

( João Graça, Vasco Bilelo, José Paulo, João David, Jorge Bizarro, João de Oliveira, Paulo Nordeste, João Cândido Agra, António Marques Silva, Rui Santos, J. Aníbal e Manuel Machado)_______________________________________
"João Aníbal Maia Marques Ramalheira nasceu em Ílhavo em 7 de Março de 1953. Embora o seu sonho de menino fosse ser Professor do Ensino Primário como seu Pai (e mais tarde seu irmão) é, desde 1978, Professor do Ensino Profissional Agrícola, estando há vários anos estreitamente ligado à história da EPAV (Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos) quer em funções docentes quer como membro do Conselho Executivo."
Em finais dos anos 60 formou com João Paulo, João Madalena, e João Nunes da Madalena o conjunto musical "Jota 4" que mais tarde se transformaria no "Jota 4+1" com a entrada de Vasco Bilelo. Nos anos 70 continuou como baterista no conjunto "Jakarandá" (de que fazia parte também Paulo Lemos).

Mas esta "vocação" da "Rádio" nunca mais o abandonou:
Com Manuel Teles e João Madalena fez (na Rádio Terra Nova) uma série de 100 programas radiofónicos, sob o título “Recordar é viver”, englobados no centenário dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo.
E ainda hoje continua ligado à Rádio sendo responsável com Nelson Teles pelo programa “Flor de liz” (às segundas à noite na Rádio Terra Nova e aos sábados de manhã na Rádio Voz de Vagos).
________________________________






Apenas me resta um apelo ao João Aníbal, que parece tão lógico que quase seria desnecessário:
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sábado, 17 de Maio de 2008
Os LEMES
Desporto - Prof. Carlos Cabral
Director do Ano - José Eugénio
Música - João da Madalena (pai)
Pintura - Coronel Cândido Teles
Poesia - Augusto Nunes
Reportagem - Carlos Duarte
Sócio do Ano - Luís Rosário
Teatro - Grupo Ribalta
1996
Desporto - Nuno Barreto
Director do Ano - Não atribuído
Honra - Eng. Jorge Cunha
Música - Artur Ramisote
Pintura - Marcos Sílvio
Poesia - J. Quintino Teles
Política - Armando Calisto ( Presid. Ass. Municipal )
Rádio - Flor de Liz – João Aníbal / Nelson Teles
Reportagem - Faina Maior – Cap. Francisco Marques e Dra. Ana Maria Lopes
Sócio do Ano - Mário Matias
Teatro - A Tulha
1997
Artes Plásticas - Fernando José Morgado
Comunicação Social - João Manuel Madalena
Desporto - Teresa Machado
Director - Francisco Oliveira
Honra - José Eugénio
Instituições - Casci – Centro de Acção Social concelho Ílhavo
Literatura - António Santos Redondo (João Mulemba)
Música - Vieira da Silva
Sócio do Ano - João Balseiro
Teatro - João Esteves de Almeida
1998
Artes Plásticas - Galeria A Grade
Comunicação Social - João Balseiro / Vasco Bilelo
Desporto - Augusto Pereira
Director do Ano - Paulo Matos
Honra - Ismael Grilo
Instituições - Fundação Prior Sardo
Literatura - Cecília Sacramento
Música - Paulo Lemos
Sócio do Ano - José Barreto
Teatro - João dos Anjos
Artes Plásticas - António Neves
Associações - Banda dos B. Voluntários de Ílhavo – Música Nova
Comunicação Social - José Carlos Sá
Desporto - I.A.C. – Ílhavo Andebol Clube
Director do Ano - Não atribuído
Especial Comissão - César Rosado
Honra - João Roque
Instituições - Património dos Pobres
Literatura - Viriato Teles
Música - Vasco Bilelo
Sócio do Ano - José Ferraz
Teatro - G.R.A.L. – Grupo Recreativo Amigos da Légua
Artes Plásticas - Samuel Corujo
Comunicação Social - Rádio Terra Nova
Desporto - Grupo Desportivo da Gafanha
Director do Ano - Não atribuído
Honra - Diana Teixeira
Instituições - G.N.R. – Ílhavo
Literatura - Ascêncio de Freitas
Música - António Machado
Política - Dr. António Pinho
Sócio do Ano - Filomena Ferreira
Teatro - Júlio Mergulhão
Artes Plásticas - Adélio Simões
Comunicação Social - Discurso Directo
Desporto - Carlos Gouveia
Director do Ano - António Almeida e Felisberto Teixeira
Especial Comissão - Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo
Honra - Dankal
Instituições - Assoc. Humanitária B. V. Ílhavo
Literatura - Clara Sacramento
Música - Óscar Marcelino da Graça
Política - José Agostinho Ribau Esteves
Sócio do Ano - Francisco Oliveira
Teatro - Duarte Zé
Uma Vida e Uma Obra - Sílvia Sacramentro
Artes Plásticas - Júlio Pires
Comunicação Social - Carlos Teixeira
Desporto - José Ançã
Director do Ano - Não atribuido
Especial Comissão - Sara Reis Silva
Honra - Dr. Jorge Tadeu
Instituições - A . R.C. Chio-Pó-Pó
Literatura - Vieira da Silva
Música - Adélio Simões
Política - Prof. João Bernardo
Sócio do Ano - Fernando José Morgado
Teatro - Escola E.B. Gafª da Nazaré
Uma Vida e Uma Obra - Américo Teles / Mário Castrim
Artes Plásticas - Joaquim Filipe
Comunicação Social - José Torrão Sacramento
Desporto - Sara Pinho
Directo do Ano - Não atribuído
Especial da Comissão - João Aníbal Ramalheira
Instituições - C.N.E. – Agrupamento 189
Leme de Honra - Arlindo Valente Domingues Prina
Leme de Honra - Rui Lino Abreu da Silva
Leme de Honra - João Cândido da Rocha Bernardo
Leme de Honra - José Gomes da Silva
Leme de Honra - Joaquim Gomes da Silva
Leme de Honra - José Guilherme Martins da Silva
Leme de Honra - José Fernando Abreu da Costa
Leme de Honra - João Baptista Leite de Freitas
Leme de Honra - Victor Manuel Ribeiro Marçalo
Leme de Honra - Duarte Lindorfo Freitas Ferreira
Leme de Honra - João de Sousa Garcês
Leme de Honra - Carlos Manuel Santos Ferreira
Literatura - Geraldo Alves
Música - Banda B.V. Ílhavo (Música Nova)
Política - Junta de Freguesia da Gafª do Carmo
Sócio do Ano - César Rosado
Teatro - Graça Belo
Uma Vida e Uma Obra - João Carlos Celestino Gomes
2004
Artes Plásticas - João Carlos Mouro
Comunicação Social - Maria José Santana
Desporto - Equipa Juvenis Atletismo ACD Os Ílhavo
Director do Ano - não atribuído
Especial Comissão - Domingos Lopes
Honra - José Agostinho Ribau Esteves
Instituições - Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo
Literatura - Domingos Freire Cardoso
Música - Jorge Ferreira
Política - Eduardo Conde
Sócio do Ano - não atribuído
Teatro - Guilhermino Figueiredo Ramalheira
Uma Vida e Uma Obra - D. Júlio Tavares Rebimbas
2005
Artes Plásticas - Ferreira de Almeida
Comunicação Social - Fernando Martins
Desporto - Diogo Carvalho
Director do Ano - Carlos Roque
Especial Comissão - Dr. Álvaro Garrido
Sócio de Honra - Dr. João Resende
Instituições - Amigos da Terra da Praia da Barra
Literatura - Catarina Resende
Música - Jacinta
Política - Não atribuido
Sócio do Ano - Eng. Carlos Torrão
Teatro - Teresa Silveirinho
Uma Vida e Uma Obra - Dinis Gomes
2006
Artes Plásticas - não atribuído
Comunicação Social - não atribuído
Desporto - não atribuído
Director do Ano - não atribuído
Especial Comissão - não atribuído
Honra - Engº Fernando Caçoilo
Instituições - não atribuído
Literatura - não atribuído
Música - não atribuído
Política - não atribuído
Sócio do Ano - Carlos Sousa
Teatro - não atribuído
Uma Vida e Uma Obra - não atribuído
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terça-feira, 13 de Maio de 2008
João Balseiro, a batalha incessante contra o esquecimento

Em 1995 iniciou a atribuição dos "Lemes do Ano" com o objectivo de homenagear diversas personalidades ou entidades que em cada ano se tenham distinguido em diversas áreas. Os primeiros "Lemes", referentes ao ano de 1994, foram entergues a: Jornal "O Ilhavense" (Leme da Cultura) e Professor Carlos Cabral (Leme do Desporto).
Através da Secção Cultural da ACD "Os Ílhavos" editou os livros de "Da minha Terra e do seu Povo" de Quintino Teles, "Cravos com espinhos" de Geraldo Alves, "Os espelhos da Água" de Augusto Nunes e "Vista Alegre, a minha terra" de João Esteves de Almeida.




Com Manuel Rocha Carneiro publicou regularmente em "O Ilhavense", em 2005 e 2006, uma coluna de opinião com o título "Nortadas".

Em Junho de 2006 esteve na organização de mais uma iniciativa de divulgação de Autores Ilhavenses sob o título "Os Autores à Mesa do Café":

Com Geraldo Alves fez durante anos na Rádio Terra Nova o programa "Porque hoje é sábado" sobre o qual escrevi em "O Ilhavense" de 1 de Junho de 2007:

Este pequeno vídeo feito artesanalmente por mim (com muitos defeitos) é apenas uma nota breve de homenagem ao João Balseiro. Além das fotografias (do André Neto, do Carlos Alberto Rocha e do Carlos Duarte e minhas), utilizei como banda sonora um fragmento do programa "Porque hoje é sábado" transmitido no dia 15 de Fevereiro de 2003 na Rádio Terra Nova.
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quinta-feira, 20 de Março de 2008
Torrão Sacramento, a luta constante pelo jornalismo independente

O meu Amigo Torrão Sacramento é Jornalista
e Director do Jornal "O Ilhavense" desde 1997.
Vale a pena reencontrá-lo todos os meses nas sucessivas edições daquele Jornal (dias 1, 10 e 20), através da leitura atenta dos seus Editoriais e dos textos de opinião de autores de diversos estilos e quadrantes. E aproveitar para verificar o cuidado com que nos transmite as notícias que reflectem, tão correctamente quanto possível, o que se vai passando a nível concelhio, regional e nacional.
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domingo, 16 de Março de 2008
José Barreto, a amargura inquietante de poeta


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Das águas em rápido...
Em memória de mim
Cheios de suor e de alegria
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sábado, 23 de Fevereiro de 2008
Ana Maria Lopes - o mérito reconhecido
(Diário de Aveiro de 28/02/2008)
(O Ilhavense de 20/02/2008
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... nem sempre temos a capacidade de reconhecer a verdadeira dimensão de quem partilha connosco as mesmas ruas da mesma cidade.
Talvez o problema se resuma à existência de um exagerado número de casos de miopia e a um cada vez mais evidente processo de envelhecimento precoce que nos vai trazendo a inevitável diminuição da vulgarmente chamada "visão ao perto".
Paradoxalmente (ou talvez não), é muitas vezes a distância que nos faz redescobrir a riqueza da realidade que sempre desvalorizámos.
Parabéns Ana Maria.
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sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Ana Maria Lopes, a força de viver entre a ria e o mar
Conheço a Ana Maria desde a nossa juventude, mas nunca consegui ultrapassar os limites da minha timidez e falar-lhe da profunda admiração que sempre tive por ela.
Oxalá a breve referência à sua obra neste modestíssimo blog possa contribuir para sublinhar o valor desta ilhavenese junto de todos os que ainda não a tenham reconhecido na sua dimensão de mulher dedicada à Cultura.
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"Nascida e criada na zona ribeirinha de Ílhavo, eu não podia furtar-me à forte influência que o mar exerceu sobre a escolha do tema deste meu trabalho - o vocabulário marítimo português e o problema dos mediterraneísmos."
"O nosso vocabulário marítimo é duma riqueza e variedade extraordinárias e quem o desconhece pode estar certo de que ignora grande parte do património da língua portuguesa."
Exerceu o cargo de

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sábado, 9 de Fevereiro de 2008
Mais umas notas sobre "Vista Alegre - A minha terra"

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Notícia de "Diário de Aveiro"

A notícia em O Ilhavense:

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Vivemos um tempo de mudanças. Somos uma geração de gente que assistiu ao ruir de impérios, à destruição de equilíbrios, ao esgotamento de modelos económicos, uma geração a quem faltam elementos de análise credíveis para perspectivar o futuro.
Muitos vestígios palpáveis do nosso passado, mesmo de um passado mais recente, já desapareceram, quer pela acção destruidora do homem, quer pela acção involuntária do tempo. Apesar disso, muitos outros existem ainda na memória dos mais velhos, passados de boca em boca, em forma de histórias de vida.
Não há presente sem passado. É dele que se constrói a nossa identidade e é ele que nos dá individualidade neste mundo cada vez mais global.
O conhecimento das vivências dos nossos antepassados tem, entre outras, a função e o sentido de nos manter vivos, de nos fazer recuperar as energias adormecidas, e é factor de inesgotável e permanente enriquecimento espiritual da vida colectiva. É, por isso, importante preservar essas memórias, não como coisas inertes, de museu, mas como coisas vivas, em permanente renovação, como o próprio presente em que se projectam.
Provavelmente, para alguns de nós, a nossa herança, a nossa História, continua a resumir-se aos vestígios materiais relevantes deixados pelos nossos antepassados, aos palácios, aos museus, às igrejas, e é resultado de grandes acontecimentos, de decisões de “grandes homens”. Mas não!... Hoje, a História não se constrói apenas disso. A História faz-se também de relatos de experiências do quotidiano, de diversos olhares sobre a realidade, de narrativas autobiográficas que traduzem vivências de trabalho e de vida de grupos e populações, relatos que nos mostram como as comunidades conviviam e se relacionavam, que nos falam das suas crenças, dos seus sonhos, das suas lutas, das suas pequenas vitórias, relatos que nos permitem entender melhor as cidades, os campos, as vilas, os seus habitantes, os guettos, os grupos marginalizados, enfim, o quotidiano popular.
A História entendida como ciência exacta e objectiva, como mera justaposição de factos, construída sem qualquer influência do investigador, a História chamada “de cola e tesoura”, tão ao gosto de Collingwood, está ultrapassada.
No período entre as duas guerras, Lucien Febvre idealizou uma revista de história que fundou, em 1929, em parceria com Marc Block, a conhecida “Revue des Annales”. Essa parceria, formada na Universidade de Estrasburgo, durou apenas treze anos, mas foi quanto bastou para que se iniciassem marcantes conquistas nesta disciplina.
A partir dos "Annales", definiram-se as características de uma abordagem histórica que se tornou conhecida como “ História das Mentalidades”, a qual, de forma sistematizada, analisa os sentimentos e costumes dos povos em determinado período histórico, baseando-se no princípio do "tempo longo", já que esses hábitos se transformam de maneira lenta ao longo dos tempos.
Esta nova escola rompeu com o culto dos heróis, deixou de atribuir a evolução histórica à acção dos homens ditos “ilustres” e passou a valorizar o quotidiano, a arte, o trabalho das populações nas fábricas, nos campos, nas cidades, entendendo que a psicologia social é um elemento fundamental para a compreensão das transformações levadas a cabo pela Humanidade. Também os seguidores de Wilhem Wundt autor de "Elementos de Psicologia das Multidões", entraram nessa onda, criando uma concepção psicológico-social da História e defendendo que os acontecimentos históricos são, sobretudo, resultantes de manifestações espirituais produzidas pela vida em comunidade e que os factos históricos são sempre o reflexo do estado psicológico reinante em determinado agrupamento social.
Já na década de 70 do século XX, historiadores e sociólogos herdeiros do pensamento da escola de Chicago, redescobriram o valor da entrevista e dos escritos pessoais autobiográficos na investigação histórica, considerando que as “histórias de vida” são capazes de fornecer informação coerente pela própria natureza, enraizada na experiência social real, capaz de lhes proporcionar achados sociológicos singulares frente aos vazios e lacunas da historiografia oficial.
Como diz Teresa Caldeira na sua obra Uma incursão pelo lado não respeitável do trabalho de campo “Há um consenso entre pesquisadores que trabalham com histórias de vida, que uma boa história “desborda” e deixa vir à tona elementos sequer imaginados e que surpreendem o próprio narrador.” A “história de vida”, diz Teresa Caldeira, “devolve a palavra aos silenciosos e aos esquecidos da História e projecta uma iluminação particular ao social; elas tiram a palavra dos lugares de silêncio e opõem-se ao ponto de vista enquadrado em sistemas de pensamento exclusivos, redutores e totalitários.”
As “histórias de vida” têm hoje, portanto, um papel muito importante na investigação histórica. Como referi, a crise de modelos sociais numa época em que os media parecem homogeneizar as sociedades, devolve às pessoas a difícil tarefa de construir a sua História. Histórias particulares, de género, de classe, de nacionalidade, que rompem o discurso canónico da História entendida como formulação de um saber monotético. Essas histórias articulam, não uma verdade universal, mas um saber exemplar particular – comunicação da sabedoria prática, de um reconhecimento de vida e de experiência – que os meios de comunicação de massas não fazem circular, a não ser convertidas em “mercadoria-espectáculo”
É neste contexto que são importantes os livros de memórias como “Vista Alegre, a minha terra”
A Vista Alegre e a sua fábrica são do conhecimento de todos. Todos temos mais ou menos a ideia de que, desde meados do século XVIII a Inglaterra iniciou, com a revolução industrial, um profundo processo de transformações económico-sociais sendo, posteriormente acompanhada pelo resto da Europa e que, em Portugal, José Ferreira Pinto Basto foi dos primeiros a dar esse passo, fundando, em 1824, no concelho de Ílhavo, a fábrica da Vista Alegre, um empreendimento arriscado que exigia uma produção de alta qualidade e preços adequados às exigências da concorrência.
Quem conhece a história da fábrica sabe, também que, resolvidos os problemas técnicos e institucionais, Pinto Basto passou a preocupar-se com outras questões. O estabelecimento de uma fábrica como a da Vista Alegre, numa quinta isolada, levantara-lhe desde logo o problema do alojamento dos seus funcionários. A solução encontrou-a com a construção de um bairro operário dentro do perímetro das instalações da empresa. Eram casas com poucas condições de conforto e higiene (embora dentro dos padrões da época) e, pela habitação que ocupava, cada operário ficava a pagar à fábrica uma renda simbólica, correspondente a um dia de salário. Esta iniciativa da construção de um bairro operário seria hoje, naturalmente, encarada como uma medida puramente empresarial, com vista à captação de mão-de-obra. Mas não era assim que pensavam os funcionários da empresa. Pelo contrário. Esta iniciativa era para eles reflexo da preocupação e interesse que os “senhores” da Vista Alegre tinham pelos seus servidores. De facto, José Ferreira Pinto Basto revelou sempre, em relação aos seus trabalhadores, algumas preocupações de carácter social e cultural deveras invulgares para os padrões da época.
O baixo nível de instrução das famílias operárias foi uma das suas primeiras preocupações e levou-o a criar, em 1826, nas instalações da própria empresa, um colégio com internato onde se ensinava aos aprendizes de ambos os sexos, além dos conhecimentos necessários para o fabrico da porcelana e do vidro, a leitura e a escrita, a aritmética e o desenho, a pintura e a música. Este colégio iniciou as suas actividades com 13 alunos mas, quando encerrou, em 1842, era já frequentado por cerca de 40. Apesar do encerramento do colégio, a Vista Alegre continuou a ministrar aulas de desenho, pintura e modelação, só interrompendo esta actividade quando foi inaugurada a escola industrial de Aveiro (1894), recomeçando pouco depois, por considerar que a nova instituição não fornecia qualquer técnico ou artista interessado em trabalhar nas oficinas a fábrica.
Outra iniciativa interessante de José Ferreira Pinto Basto foi a criação, também em 1826, de uma filarmónica e de um grupo de teatro exclusivamente compostos por funcionários da empresa. Com estas actividades, desde muito cedo se iniciaram na Vista Alegre os concertos, os bailes, a pintura de cenários, as representações teatrais que, além de permitirem a ocupação do tempo de lazer, depressa se transformaram em fonte de educação e de cultura da maioria dos empregados fabris.
O desporto também não foi esquecido pelos “senhores” da Vista Alegre e, em 1851, já não por iniciativa do fundador da fábrica (que entretanto falecera), mas por um dos seus herdeiros, foi construído o primeiro campo de jogos.
Além de manterem as preocupações de carácter social, cultural e recreativo do fundador da Vista Alegre, os continuadores da sua obra parece terem mantido também as suas preocupações de ordem social. Em 1851 fundaram uma cooperativa de consumo, com preços mais vantajosos que os do mercado, onde eram vendidos, a pronto ou a prestações, alimentos, vestuário, calçado e outros produtos de uso comum e, ainda, antes do final do século, foi criada a primeira instituição de carácter assistencial para os funcionários - a Filantrópica - substituída, em 1923, pelo Montepio da Fábrica de Porcelana da Vista Alegre, instituição que garantia aos funcionários assistência médica e medicamentosa, além de reformas e de subsídios em caso de invalidez permanente.
Por volta de 1924 a administração resolveu melhorar a malha urbana da povoação, tanto ao nível de edifícios como de arruamentos, construiu um refeitório e fundou uma Corporação de Bombeiros. Surgiu também uma comissão de melhoramentos para supervisionar a instalação dos serviços municipais e foram criadas diversas secções com funções mais específicas e de grande interesse para a comunidade local: a secção de higiene, para remoção dos lixos e limpeza e conservação das ruas; a secção de jardinagem, a secção de abastecimento de água e luz e a secção escolar, destinada à instrução e à ginástica. Surgiram ainda serviços de assistência médica e farmacêutica, uma comissão de Desporto e Recreio, com o propósito de organizar os espectáculos de teatro, os concertos da banda, dirigir o Grémio e a sua biblioteca e estimular o gosto pelo desporto. Procurando, também ela, contribuir para este último objectivo, a administração da fábrica resolveu oferecer à população da Vista Alegre um campo de futebol com os respectivos balneários.
E foi assim que o outrora “morgadio” da Vista Alegre se tornou um interessante e animado centro industrial, constituído por uma série de edifícios que circundavam um largo central, amplo e densamente arborizado, dominado pelo edifício da Capela de Nª Sr.ª da Penha de França, mandada construir na época barroca (1699) pelo Bispo de Miranda, D. Manuel de Moura Manuel e atribuída a João Antunes. De um dos lados da capela, ergue-se, ainda hoje, o edifício imponente, de traço sóbrio, que foi em tempos casa dos fundadores; Do outro, a fábrica, lugar de encontro diário de sucessivas gerações de empresários, artistas e operários, espaço colectivo de muitas experiências e memórias pessoais, parte integrante de muitas histórias de vida, de muitos e diversos olhares, como o que nos é dado por João Esteves de Almeida nesta sua “Vista Alegre, minha terra”.
Maria Edite Vieira da Silva

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"O Codre" de Adélio Simões:

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A carta aberta:
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quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
João Esteves de Almeida, um artista da Vista Alegre

(notas biográficas incluídas no seu livro Vista Alegre - A minha terra)________________________________________
Do prefácio, que eu próprio escrevi, retiro um breve excerto:
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quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
A cor e a sensibilidade de Júlio Pires
"Júlio Pires é natural de Ílhavo, nascido a 30 de Outubro de 1964. Autodidacta, cria o seu próprio percurso no caminho das Artes Plásticas, frequenta em 1987 um curso de desenho e pintura no Grupo A.C.V. na Fundação Calouste Gulbenkian, sob a direcção de Pedro Andrade. Profissionalmente, foi pintor na Fabrica de Porcelanas da Vista Alegre. Contudo é nas telas que encontra a sua realização pessoal, a sua forma de expressão."
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segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
A inquietação das palavras de Domingos Cardoso

Do seu livro
Estrada
Olhando as minhas mãos, assim despidas,
A dor de renovadas despedidas.
(dedicado à minha Mãe)
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quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Augusto Nunes, o poeta que veio do mar

acendem-se as cidadelas
confundem-se com elas
as estrelas...
e os espelhados
espalhados
brilhos delas...
p'lo debrum das casarios
as vigias dos navios
amarelas
parecem sóis
e as dos albóis
as velas
da luz dos lares...
da cruz dos altares
das capelas...
revérberos de melancolia
que em noites de calmaria
dão à poesia
o tom das aguarelas...
e mal entrava na rua de Espinheiro
gaguejando no pregão e no praguedo...
acordava o povo... um barateiro... também pelo cantar do passaredo
prometia a taluda um cauteleiro...
e beijando o sol ainda o dia a medo
já aos cães se ria um burro de azeiteiro... pousando as canastras no lagedo
discutiam as peixeiras de nariz no dedo
porque a "vivinha da costa" duma delas tinha cheiro... até que dos beiços de um funileiro
um som de gaita vinha a terreiro
juntar seu banzé ao sublime enredo...
de gaita de beiços anuncia
que chega
de roda galega
à freguesia...
arranja pratos
panelas velhas
agrafa selhas
sola sapatos
amola facas...
as tesouras todas...
as das costuras e as das podas
reforça forras fracas
solda latas e latões a estanho
como fundilhos rebita chapas
crava ilhóses na dobra das capas
e pica o gume cego do gadanho...
cega os olhos das enxadas e marretas
prega pedaços de pneu no pau das chancas
espeta protectores nas tamancas
e endireita às umbrelas... as varetas... a mim agora só me afia os versos
até que chegue o caldeireiro...
para que num dia vindimeiro
me desempene os que por aí há dispersos...
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terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
A subjectividade da objectiva de Carlos Duarte
(Carlos Duarte numa fotografia de Carlos Alberto Rocha)
O meu amigo Carlos Duarte tem, ainda hoje, apesar muitos anos de amor por Ílhavo (onde vive), aquele jeito romântico de quem nasce na cidade de Coimbra à beira do Mondego eterno. E talvez por isso mesmo nunca tenha renunciado a uma velha paixão sempre publicamente assumida: a de nos mostrar o seu (e muitas vezes nosso) quotidiano através da subjectividade da sua objectiva fotográfica...
Da introdução escrita pelo próprio Carlos Duarte, atrevo-me a recortar estes breves excertos:
"...
Fotografar para mim sempre foi e continua a ser uma forma de comunicar e dar a conhecer aos outros o que se passa, muitas vezes mesmo ao nosso lado e que muitos teimam em não ver e outros não conseguem visualizar.
...
Este livro é a forma que tenho em mostrar uma pequena parte da minha história , deste país e de Ílhavo. Não pretendo que seja um livro de "fotografia", mas um livro de fotografias, tendo muitas sido "companhia" de textos em vários jornais e outras ilustraram revistas e livros.
... "

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segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
O poeta cantor Geraldo Alves

É deste livro que escolho três poemas:
No meu país
existe um rio de ternura
corre nas veias dos poetas do meu povo
o meu país
faz poesia da amargura
e da loucura
vinho velho e sangue novo
O meu país
chora na voz de uma guitarra
embebeda-se no sangue das touradas
ri do passado
e da saudade a que se agarra
cai de joelhos
com a alma torturada
O meu país
é uma criança irrequieta
brinca com a vida
hoje perde amanhã ganha
e à noitinha
mal se deita logo aquieta
cavalga o sonho não há nada que o detenha
O meu país
de cheiro a vinho e maresia
espuma do mar
envelhecida de emoções
vive do sonho
renovado dia a dia
e das mãos nuas calejadas de ilusões
E os olhos inquietos beijando o mar
Maria dos ventos incerta
aberta nos livros da paz
prenhe de sonhos e poentes
quentes
beijos que não dás
Maria dos montes caída
traída pelos donos da luz
feita perfume num soneto
preto
canto que seduz
Sai dessa imagem de folia
que os teus lábios quem diria
nunca souberam a mel
Vai que o teu mundo oh Maria
tem teu ar de manhã fria
não és fúria de corcel
Maria das mãos retalhadas
cansadas de tanto labor
vendem-te a alma pelas ruas
cruas
rimas sem amor
Maria dos seios caídos
erguidos num gesto sem fundo
nunca permitas que uma quadra
errada
fique no teu mundo
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sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
A arte do meu amigo Adélio Simões
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